Emancipate yourselves from mental slavery. None but ourselves can free our mind. Have no fear for atomic energy, 'cause none of them can stop the time.

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         O homem é um ser doentio. Todos nós temos nossas obceções exóticas e comportamentos ilógicos. Queremos uma coisa mais do que tudo e não fazemos nada para que ela aconteça. Precisamos ir a luta e esperamos a luta vir até nós e nos destroçar. Ansiamos atitudes grandes de pessoas pequenas e limitadas, mesmo sabendo disso. Confiamos em pessoas que sentimos que não podemos confiar totalmente. Damos sorte para o azar. Processamos a palavra dos outros em nossa mente. Nos esforçamos para ver a felicidade dos outros e os outros se esforçam para ver nossa catástrofe. Amamos pessoas que não deveriam nem serem lembradas. Não conseguimos cortar qualquer mal pela raíz, pois querendo ou não, nós nos acostumamos e fazemos parte dele. Há vezes que gostariamos de morrer para simplesmente ver as faces das pessoas que mais amamos e das pessoas que não sabemos se existe reciprocriedade. Discutimos, depois brigamos e finalmente perdemos a linha e a razão… Passa-se algum tempo, e não sabiamos nem o real motivo do desentendimento. Somos masoquistas, gostamos de sofrer. Gostamos de ser esnobados pelas pessoas indiferentes, pisados pelas pessoas frias e rejeitados pelas pessoas amadas. Mesmo sabendo que ninguém nesse mundo é cem por cento, nós insistimos, inutilmente, em acreditarmos nesse véstigio de luz no fim do túnel do trem. Acho tão bonito isso, acreditar na bondade e ser sempre clemente. É o certo, acreditar sempre que, independente da escuridão trazida pelas tempestades, tudo que vale é o sentimento chamado amor que temos condição de sentir. Ah, que sentimento mais gostoso. Ah, que sentimento mais doloroso. Amar alguém, alguma atividade ou algum bem material é um risco. Risco de decepção, de humilhação, de distorção, de enganação. Mas o que seria a nossa vida sem o enigma do futuro? Ia ser completamente inútil, pois continuariamos no patamar paleolítico. Pois é, seguirmos para o futuro é um caminho bem arriscado, que todos nós temos obrigação de seguir até que chegue a hora que a morte nos pegue com vontade.
         Amar é um deserto e seus temores, ou seja, amar é um grande desafio. Temos de ser insistentes, persistentes, percorremos o calor, os ventos fortes, as tempestades de areia, dunas e todos os dotes que a natureza pode inventar para apenas tentarmos encontrar o verdadeiro significado desse sentimento inexplicável. E quando achamos que finalmente saímos desse deserto a imagem some como a lisura da areia. Apenas uma miragem. Precisamos identificar o real da injusta ilusão. Os olhos escondem a dor da gente, e as vezes eles nos enganam e nos fazem olhar para os outros e não para nós mesmos… Eles não são você. Mas mesmo assim, sentem como você.
          E sabe o que mais dói? Você não se sentir devidamente importante e útil. Se sentir banalizado por pessoas que você é doente, doente de amor e de preocupação… Doente de inocência, doente de parvo. E é nesses momentos de reflexão que eu fecho os olhos e penso: o que eu estou fazendo no meio desse aglomerado desengonsado de almas sóbrias e personalidades apáticas? Eu sei aonde é meu lugar e sei qual é a minha missão. Sei que preciso mentalizar, vibralizar, sintonizar e vitalizar tudo o que desejo a mim e a todos ao meu redor, e que assim tudo se realizará. Sei que nada nessa vida é impossível. Mas eu não sei lidar com o ser humano. O ser humano só me decepciona! Eu não sei se já tive um amigo real em minha vida. Amizade é igual a esperança, a última que morre. E quando a amizade mais pura e verdadeira é falecida, em qual sentimento iremos acreditar? Amor romântico já esperamos a desgraça, mas amor fraternal é uma surpresa incompreensível. O que falta são sentimentos verdadeiros e pessoas condicionadas a adquirerem e passarem eles para as pessoas necessitadas.
         Que minha sina sirva e redija para que os outros essa dor não sintam. Nunca desejo ela nem para a pessoa mais devassa que a humanidade já teve o desprazer de conviver. Essa dor vazia e invariável. Essa dor incabível, previsível e despresível. Essa dor que eu nem sei se é dor. Essa dor que dói tanto que me faz chorar marejando meus lábios com a saliva que meu sorriso respingou. Essa dor que é inexistente. Essa segurança que me falta, essa seguraça que me exalta. Ou melhor, essa falta de segurança que me descalça. Os versos que eu recito é para que as pessoas nunca se abalem com peso da cinta, chamado vida. Porque sempre vão ter vários pra tentar te humilhar, não abaixe a cabeça levanta esse olhar.  
         Pensamentos incompletos, verdades incertas, pessoas cobertas e eu desperto. O ser humano é doente, o que eu sou mesmo? Homo sapiens sapiens, nuevo!

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